quinta-feira, dezembro 11, 2008

hoje

Desejos ocultos os que me despertam.
Memórias sentidas que renascem em minha pele,
no meu sabor.
Travos amargos de quem fomos um dia.
Sabores que emergem de mim (sabores vãos)
desejos escondidos apurados no dia de hoje.
O dia em que te recordo meu!

segunda-feira, setembro 29, 2008

é fácil (it's easy)


Passado um tempo, volto a escrever a tua história, a nossa estória.

Na memória, viagens infindáveis em tua companhia, em quantas rodas não sei...

Mas as lembranças são leves e sublimes, sempre com a brisa morna na cara e o olhar no horizonte.

Paragens engraçadas, aventuras ocorridas num segundo, minutos que me afastam do meu dia-a-dia, horas que me rejuvenescem o sentir.

A música no rádio soa sempre bem, a tua música nas notas de outros é o teu forte, o teu sorriso a ouvi-las aconchega qualquer sonhar.

E pairamos...na estrada, ao sabor do vento, sempre com a próxima paragem mais que fotográfica em mente.

As nossas viagens, paragens, o nosso silêncio, as nossas risadas. . . os nossos amigos. . .

Fazes parte do melhor do meu imaginário de recordações, o primeiro doce em movimento que cruzou o meu caminho e adoçou a minha vida!

quinta-feira, setembro 18, 2008

Brilho

Por entre nuvens do meu mundo, avistei o teu brilhar.
Qual estrela ou astro solar, a tua presença era distante, mas notória,
e em mim nunca cessou.
Apesar do que nos separa nunca deixei de te amar.
Mas tu sim...
tudo por que um dia resolveste fechar a porta que nos unia
[o nosso cintilar de emoções]
Por que um dia me riscaste da tua vida..
Agora não vives para mim, mas ainda te sinto.

Brilho o teu que me cega e fascina.

quinta-feira, setembro 04, 2008

som da vida


Perdi-te para os acordes duma viola.

Uma música que te tocava o coração mais do que alguma vez fora tocado.

Perdi-te para a felicidade plena que tinhas encontrado

[e não te fez feliz.]

Perdi-te para reencontrar-te mais tarde, quando o teu mundo perfeito fois devastado por essas mãos que te traziam o som da vida.

Desabou! [um dia em que a clave de sol deixou de te iluminar os passos]

Provei o meu ponto de vista...

agora regresso em teu auxílio, numa tentativa de te reerguer.

Emirge ao som dos que te rodeiam, retoma a nossa música como sendo tua.

Levanta-te para voar, e prepara-te para a volta ao mundo!
[o teu ritmo, em todos nós melodia se torna]

quinta-feira, agosto 21, 2008


Falaste ao meu coração.
Oiço o teu sentir,
o palpitar das tuas preocupações e dores.
Inspiro-te em mim de novo,
respiro esse renovado ser que emanas do teu renascer.
Palavras [ainda] ásperas na sinceridade da tua voz.
Ecos nossos, de memórias flutuantes e latentes em mim.
Palavras agridoces que me apaixonam
Palavras tuas que me tocam,
na inspiração que se renova e reaparece

terça-feira, agosto 12, 2008

caminha


Caminha no percorrer da manhã por entre rostos desconhecidos
Na esperança que um deles a encontre e se reveja
[na sua expressão doce e melancólica.]
Caminha para não estagnar
Passo a passo revê-se na calçada
Suja e triste…
demasiadamente pisada e espezinhada.
Caminha sobre o cinzento que a caracteriza
Que tanto gosta e veste sem pudor.
Um cinzento que não reflecte o seu céu,
A sua felicidade
O seu mundo.
Caminha para viver e reviver
Caminha para se manter
Caminha para não se perder.

terça-feira, julho 22, 2008

Resvala


Sinto o toque do chão a esquivar-se dos meandros do meu passo inseguro e revelador.
Balanço, num resvalar, para outro mundo, outro lugar.
A ânsia desse toque (o teu toque) desperta-me para o outro lado da vida. Profano e libertador, que muitos aceitam, mas não compreendem.
Eu compreendo, e finjo não aceitar.
Compreendo as tuas ausências e carências...sao minhas também.
Mas tu trazes a certeza no olhar. Talvez para avaçar com a incerteza do meu passo...
Um dia, contrariamente ao que gosto, vais-me ter em tua mão, vais ser tu a comandar o andar, este nosso andar, e não eu... Não gosto de coisas não controladas e inesperadas, mas admito que a tua certeza desinteressada cativa-me a deixar-me levar.
És tempo inesperado em estação pré-anunciada.
Um dia destes acertamos o passo...para onde me levarás a seguir ninguém sabe.
Espontaneidade, a tua, que me agarra.
Agora não corras, deixa andar.
Havemos de ser passo num caminhar único.