Como é possível ainda partilhar tal coração com as suas memórias?
Seguiram passos diferentes, nunca mais cruzaram o olhar.
Amadureceram, mudaram hábitos e traços que os carecterizavam.
O destino ditou o seu reencontro num elevador qualquer.
Ela reconheceu-o, tímida, mantendo o olhar nos seus sapatos gastos e molhados da chuva que se fazia sentir lá fora.
Ele nem reparou nela, ia concentrado na sua música.
O elevador pára, é a vez dela sair, do lado de fora despede-se com um boa tarde e um prazer em ver-te.
A voz não lhe soou estranha, mas a frase sim. Levantou o olhar e quando viu as suas memórias serem levadas reconheceu-a. Ainda pensou em tentar apanhar-lhe o passo, mas lembrou-se que essas recordações estão bem melhores no aconchego de tal coração terno e romântico.
Um dia voltarão a encontrar-se no mesmo elevador. para aceitarem o destino que os teima em unir.
sábado, maio 09, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
Gosto controlado
Gosta da redundância das palavras transmitidas pelo seu pensar.
Gosta da encruzilhada de sentires que embaraçam a electricidade dos estímulos de quem a lê.
Anseia para que gostem da sua literatura,
mesmo não sabendo do que estão a gostar quando se revêem nas suas palavras previamente pensadas para não fazerem sentido
[ao comum dos vulgarizados].
Procura ainda, o leitor que um dia as compreenda e mesmo assim continue a gostar do que lhe proporcionam.
Questiona-te, neste momento, por que ainda tens os olhos postos nestas letras…
As letras que te fazem ambicionar o sentir.
Letras que gostas de controlar, mesmo estando descontroladas.
Gosta da encruzilhada de sentires que embaraçam a electricidade dos estímulos de quem a lê.
Anseia para que gostem da sua literatura,
mesmo não sabendo do que estão a gostar quando se revêem nas suas palavras previamente pensadas para não fazerem sentido
[ao comum dos vulgarizados].
Procura ainda, o leitor que um dia as compreenda e mesmo assim continue a gostar do que lhe proporcionam.
Questiona-te, neste momento, por que ainda tens os olhos postos nestas letras…
As letras que te fazem ambicionar o sentir.
Letras que gostas de controlar, mesmo estando descontroladas.
quarta-feira, março 11, 2009
Busca descrente
Nasce uma descrença crescente nos olhos vazios de vida.
O culminar da exaustão apoderou-se do oxigénio que percorre o seu corpo.
No pensamento, o constante vazio do futuro incerto.
"não quero mais!" - gritou, num silêncio que ensurdecia os mais crédulos.
Mas não sabia o que não ansiava, e era essa a derrota que se impunha.
Num corpo dormente de certezas,
numa vida sem vida,
o chamamento da ignorância pura era o que mais atormentava os seus dias de claridade e calmaria...
Nesta ansiedade de querer o querer, nada encontra, e não entende o porquê.
Há-de findar esta busca, um dia.
Há-de cessá-la...
Sem nada encontrar.
O culminar da exaustão apoderou-se do oxigénio que percorre o seu corpo.
No pensamento, o constante vazio do futuro incerto.
"não quero mais!" - gritou, num silêncio que ensurdecia os mais crédulos.
Mas não sabia o que não ansiava, e era essa a derrota que se impunha.
Num corpo dormente de certezas,
numa vida sem vida,
o chamamento da ignorância pura era o que mais atormentava os seus dias de claridade e calmaria...
Nesta ansiedade de querer o querer, nada encontra, e não entende o porquê.
Há-de findar esta busca, um dia.
Há-de cessá-la...
Sem nada encontrar.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Retalhos da Vida

Na encruzilhada dos pontos e nós por ele atados, a pequena forasteira encontra-se perdida nesse retalho.
Como panos cravados a ferro, o sentimento cresceu e perdurou (um instante que fosse).
Como panos cravados a ferro, o sentimento cresceu e perdurou (um instante que fosse).
Tão forte era o sentimento dele que sentia que a devia proteger de tal futura ausência. Uma ausência que a menina, ainda ingénua do saber da vida (e de si própria), nao soube compreender.
E foi julgando para o ar, onde pairavam as suas dúvidas e desconfianças.
Cada ponto era desfeito aos poucos, até deixar a nú tal crueldade de sentimento.
Cada malha ficava pregada no seu coração, cada malha asfixiava mais a sua confiança num futuro.
Como este tecido, muitos outros já foram desfeitos e refeitos. simplesmente por se perderem nos retalhos da vida.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
http://radiocomercial.clix.pt/animar/testes/index.aspx
passei pelo site e entretive-me a ver por escrito o que me define eheh
sexo e a cidade:
Você é Samantha:
Para si, os homens estão entre o desporto e a colecção de cromos.
Hedonista, gosta essencialmente de se divertir.
Não perde tempo a planear o futuro e só acredita em relações intensa mas fugazes.
assim aparento,m n sou so isto ;)
sabor de gelado:
Você é Pistachio:
Você não é uma pessoa unânime: há quem o adore, há quem não o possa ver à frente. Enigmático, original e muito particular, quem escolhe tê-lo a seu lado raramente se arrepende.
calha bem k é o meu sabor preferido ;)
tipo de livro:
Você é Livro de Bolso:
É uma pessoa discreta e que não gosta de dar nas vistas. No entanto, quando um amigo precisa de si, está sempre presente. Apesar da sua postura "low-profile", tem sempre bons conselhos na algibeira. Gosta de palavras cruzadas, de um bom Sudoku e compra todos os anos o almanaque Borda d’Água.
ta td certo,tirando k n compro o borda d'agua,m ate k dou uma vista de olhos ao da nha avo!lol
passei pelo site e entretive-me a ver por escrito o que me define eheh
sexo e a cidade:
Você é Samantha:
Para si, os homens estão entre o desporto e a colecção de cromos.
Hedonista, gosta essencialmente de se divertir.
Não perde tempo a planear o futuro e só acredita em relações intensa mas fugazes.
assim aparento,m n sou so isto ;)
sabor de gelado:
Você é Pistachio:
Você não é uma pessoa unânime: há quem o adore, há quem não o possa ver à frente. Enigmático, original e muito particular, quem escolhe tê-lo a seu lado raramente se arrepende.
calha bem k é o meu sabor preferido ;)
tipo de livro:
Você é Livro de Bolso:
É uma pessoa discreta e que não gosta de dar nas vistas. No entanto, quando um amigo precisa de si, está sempre presente. Apesar da sua postura "low-profile", tem sempre bons conselhos na algibeira. Gosta de palavras cruzadas, de um bom Sudoku e compra todos os anos o almanaque Borda d’Água.
ta td certo,tirando k n compro o borda d'agua,m ate k dou uma vista de olhos ao da nha avo!lol
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Batalhas de vida

De tanto tentar evitar o inevitável
estou cansada....
De tanto combater a foice que te quer ceifar
estou cansada....
E continuo na vigia...
na vigia do ar…do pulso…do sangue...
[qual vampiro que anseia desesperando em comunhão, o último suspirar]
e não tiro os olhos de ti...
com medo de te perder, com medo de ver…mas não consigo desviar o olhar.
Sentimento egoísta, ambíguo e exasperado que me encandeia, quando o teu último sopro me assombra o pensamento.
Na ineficácia da luz somos apanhados, como se de uma atracção se tratasse.
De tanto ver a minha pouca eficácia perante ti...
Estou cansada…mas nunca rendida.
estou cansada....
De tanto combater a foice que te quer ceifar
estou cansada....
E continuo na vigia...
na vigia do ar…do pulso…do sangue...
[qual vampiro que anseia desesperando em comunhão, o último suspirar]
e não tiro os olhos de ti...
com medo de te perder, com medo de ver…mas não consigo desviar o olhar.
Sentimento egoísta, ambíguo e exasperado que me encandeia, quando o teu último sopro me assombra o pensamento.
Na ineficácia da luz somos apanhados, como se de uma atracção se tratasse.
De tanto ver a minha pouca eficácia perante ti...
Estou cansada…mas nunca rendida.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Recomeço
Por entre paredes novas, ao ênfase de emoldurados de outras gerações e de desenhos repletos de sonhos antigos, aguardo um novo recomeço.
Um recomeço que já me foi ditado por ti, mas que aparenta teimar em não surgir.
Tu... que a meus olhos já não mereces mais recomeços nossos. Tornaste-te vulgar quando outro alguém encontrou a tua raridade e por ela se apaixonou. Outro alguém que não eu...
Impera em mim uma mixelânia de sentimentos contraditórios. O platónico e o real, que seguem como duas linhas paralelas, sempre desencontradas. Quando és ausência dá-me vontade de recomeçar e de fazer por acreditar num agora, um amanhã, um futuro... Agora que te vejo, creio ser uma futilidade tentar.
O recomeço por que anseio não te tem como actor no enredo, e como tal,
espero...
Espero sem ti.... [no fundo] espero por mim!
Um recomeço que já me foi ditado por ti, mas que aparenta teimar em não surgir.
Tu... que a meus olhos já não mereces mais recomeços nossos. Tornaste-te vulgar quando outro alguém encontrou a tua raridade e por ela se apaixonou. Outro alguém que não eu...
Impera em mim uma mixelânia de sentimentos contraditórios. O platónico e o real, que seguem como duas linhas paralelas, sempre desencontradas. Quando és ausência dá-me vontade de recomeçar e de fazer por acreditar num agora, um amanhã, um futuro... Agora que te vejo, creio ser uma futilidade tentar.
O recomeço por que anseio não te tem como actor no enredo, e como tal,
espero...
Espero sem ti.... [no fundo] espero por mim!
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