sexta-feira, março 04, 2011

chuva de dor


a chuva lá fora transparece

a minha falta de esplendor...

tão cinzenta e livida,

torrencial e vivida,

como em mim... a dor.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

renova-te

De cara lavada uma nova perspectiva do mundo se adivinha. Talvez mais serena, e mais peremptória. [só para ser do contra]
Farta de recomeços prometidos, que não me levam a lado nenhum, aqui fica mais um, nem que seja por descargo de consciência.
Cansei-me de sonhar, ser irreal, ver o que não existe no ilusório.
De pés acentes do chão aqui fica a promessa... Talvez volte a escrever... para mim, para eu ler, para o meu sentir apaziguar-se levemente.

Talvez, sim..

quinta-feira, agosto 26, 2010

nada

lavei a alma na praia da vida, senti-me mais leve, pouco renovada.
enxuguei-a, estendi-a ao sol (muito quente neste verao)
e não aconteceu nada, nada mudou..
Que raio de banho de nada foi este?!

oh well...

sexta-feira, julho 30, 2010

conta-me histórias

Conta-me histórias do teu mundo sonhador,
do teu sentir apaziguado e inócuo.

Conta-me como é o caminhar por entre a fantasia e o real.
Quero embraçá-lo, chegar onde se é feliz,
sem nada temer ou querer,
só porque se é!

Conta-me histórias do desconhecido distante,
longe da azáfama diária que é viver.

Conta-me histórias do ser e do não ser,
daquilo que eu ainda não vi,
não presenciei, mas que já senti.

Quero sossegar este estado de alma que não me mente.
Conta-me histórias...
[Para que adormeça em ti]

domingo, maio 16, 2010

Apresentação


Memória das Ausências é uma compilação de 20poemas da minha autoria, cada livro custa 13€, a ser vendido na altura.
A apresentação é dia 22 de Maio pelas 19:30 no Crew Hassan, uma cooperativa social situada na Rua das Portas de Santo Antão nº159 1ºandar, por detrás do Hard Rock café.
A seguir à apresentação vai haver espaço a convívio com um Dj de musica ambiente/chill out, e era importante para mim que os meus convidados comparecessem. ;) Obrigado a todos, desde já.

segunda-feira, outubro 12, 2009

meu livro

http://www.corposeditora.com/site/mostra_obra.asp?idcoleccao=6&idobra=531


o meu livro,para quem quiser comprar. =) ou então esperem pela apresentação =)

sexta-feira, setembro 25, 2009

café da avenida

Neste Verão ambivalente de dias quentes e húmidas, e noites secas de ventania, em sua companhia nada perdura.
Relembra Verões passados em nada diferentes.
Na viagem das suas memórias não consegue encontrar um Verão vivido a seu gosto.
Talvez em pequeno, mas esses a memória já não os guarda.
Tenta criar numa tela a imagem perfeita de onde queria esta, mas a sua habilidade para tal já se perdeu, deixou de treinar a arte que mais o encantava e agora já não se revê nela.
Resta-lhe a imagem, pouco nítida, na memória do que sonha. Imagem que se perpetua para alem das recordações que vão esmorecendo perante esta.
Talvez por isso se encontre fatigado.
O rapaz livre e sonhador já não se encontra nele, sente-se velho, velho demais para tentar viver.

[O seu carismático esplendor raramente o visita.]

Se passarmos no café da avenida conseguimos avistá-lo uma esplanada na companhia dos seus dois fiéis cães, com o seu caderno e estojo de desenho fechados, pousados ao lado da chávena de café, e com o olhar no vazio infinito que transpõe o seu olhar.
No café da avenida vemos o velho que nunca deu azo aos seus talentos e deixou a vida escolher-lhe o caminho a seguir.
No café da avenida vemos um rapaz com alma de homem e sonhos de criança.
Qual café de avenida…