segunda-feira, setembro 29, 2008

é fácil (it's easy)


Passado um tempo, volto a escrever a tua história, a nossa estória.

Na memória, viagens infindáveis em tua companhia, em quantas rodas não sei...

Mas as lembranças são leves e sublimes, sempre com a brisa morna na cara e o olhar no horizonte.

Paragens engraçadas, aventuras ocorridas num segundo, minutos que me afastam do meu dia-a-dia, horas que me rejuvenescem o sentir.

A música no rádio soa sempre bem, a tua música nas notas de outros é o teu forte, o teu sorriso a ouvi-las aconchega qualquer sonhar.

E pairamos...na estrada, ao sabor do vento, sempre com a próxima paragem mais que fotográfica em mente.

As nossas viagens, paragens, o nosso silêncio, as nossas risadas. . . os nossos amigos. . .

Fazes parte do melhor do meu imaginário de recordações, o primeiro doce em movimento que cruzou o meu caminho e adoçou a minha vida!

quinta-feira, setembro 18, 2008

Brilho

Por entre nuvens do meu mundo, avistei o teu brilhar.
Qual estrela ou astro solar, a tua presença era distante, mas notória,
e em mim nunca cessou.
Apesar do que nos separa nunca deixei de te amar.
Mas tu sim...
tudo por que um dia resolveste fechar a porta que nos unia
[o nosso cintilar de emoções]
Por que um dia me riscaste da tua vida..
Agora não vives para mim, mas ainda te sinto.

Brilho o teu que me cega e fascina.

quinta-feira, setembro 04, 2008

som da vida


Perdi-te para os acordes duma viola.

Uma música que te tocava o coração mais do que alguma vez fora tocado.

Perdi-te para a felicidade plena que tinhas encontrado

[e não te fez feliz.]

Perdi-te para reencontrar-te mais tarde, quando o teu mundo perfeito fois devastado por essas mãos que te traziam o som da vida.

Desabou! [um dia em que a clave de sol deixou de te iluminar os passos]

Provei o meu ponto de vista...

agora regresso em teu auxílio, numa tentativa de te reerguer.

Emirge ao som dos que te rodeiam, retoma a nossa música como sendo tua.

Levanta-te para voar, e prepara-te para a volta ao mundo!
[o teu ritmo, em todos nós melodia se torna]

quinta-feira, agosto 21, 2008


Falaste ao meu coração.
Oiço o teu sentir,
o palpitar das tuas preocupações e dores.
Inspiro-te em mim de novo,
respiro esse renovado ser que emanas do teu renascer.
Palavras [ainda] ásperas na sinceridade da tua voz.
Ecos nossos, de memórias flutuantes e latentes em mim.
Palavras agridoces que me apaixonam
Palavras tuas que me tocam,
na inspiração que se renova e reaparece

terça-feira, agosto 12, 2008

caminha


Caminha no percorrer da manhã por entre rostos desconhecidos
Na esperança que um deles a encontre e se reveja
[na sua expressão doce e melancólica.]
Caminha para não estagnar
Passo a passo revê-se na calçada
Suja e triste…
demasiadamente pisada e espezinhada.
Caminha sobre o cinzento que a caracteriza
Que tanto gosta e veste sem pudor.
Um cinzento que não reflecte o seu céu,
A sua felicidade
O seu mundo.
Caminha para viver e reviver
Caminha para se manter
Caminha para não se perder.

terça-feira, julho 22, 2008

Resvala


Sinto o toque do chão a esquivar-se dos meandros do meu passo inseguro e revelador.
Balanço, num resvalar, para outro mundo, outro lugar.
A ânsia desse toque (o teu toque) desperta-me para o outro lado da vida. Profano e libertador, que muitos aceitam, mas não compreendem.
Eu compreendo, e finjo não aceitar.
Compreendo as tuas ausências e carências...sao minhas também.
Mas tu trazes a certeza no olhar. Talvez para avaçar com a incerteza do meu passo...
Um dia, contrariamente ao que gosto, vais-me ter em tua mão, vais ser tu a comandar o andar, este nosso andar, e não eu... Não gosto de coisas não controladas e inesperadas, mas admito que a tua certeza desinteressada cativa-me a deixar-me levar.
És tempo inesperado em estação pré-anunciada.
Um dia destes acertamos o passo...para onde me levarás a seguir ninguém sabe.
Espontaneidade, a tua, que me agarra.
Agora não corras, deixa andar.
Havemos de ser passo num caminhar único.

sábado, junho 28, 2008

mar nosso

Quando pensei em nós,
as lembranças boas invadiram o meu sonhar.
Quando pensei em ti,
sobrou um resto de nada em mim.
Porque me deixas assim tão solta ,
em meu vagar,
tão alentada da tua esperança. . .
na espectativa que me prendas um dia,
que me abraces,
como se me tivesses perdido e reencontrado.
Deixas-me à deriva,
quando sabes ser o meu porto seguro,
vagueio nesta maré,
esperando que apanhes uma onda minha.
Experimenta esta espuma,
cristalina em mim,
e vem ao meu encontro.