A razão é campo de batalha
De lutas sem justo vencedor
Alma atormentada pela dúvida
É canteiro de murcha flor
Percorro os caminhos do pensamento
Em paços de apreçado gigante
Leme e velas na procura do rumo
Inquieta alma navegante
Este singelo barco baila
Em ondas de desencanto
Maré baixa ao cair da noite
Uma Lua com ar de espanto
A distância que nos separa
Prende uma incontida mágoa
É ribeiro vindo de longe
Que em teu coração desagua
Esta minha viagem pára
No meio de tanta tempestade
Gerada em tua cabeça confusa
De amor, raiva e até saudade
Oh campos pintados de verde
Oh nuvens de inquietação
Este céu tem gravado um lamento
Liberto da minha emoção
A tristeza chorou na lava
Moldou um ser de contradição
Um deus bondoso talhou a alma
Deu-lhe a luz da real paixão
E libertou-o no mundo
Sem asas para voar, sem rumo
Numa manhã de imensa calmaria
Quando o sol estava…a prumo…
Doce beijo
by Profeta
Tal como prometido..
terça-feira, março 04, 2008
domingo, março 02, 2008
o pote de ouro
Sentamo-nos no jardim dos sentidos. Descansas o teu abraço em mim.
Olhas para o céu, apontas-me o arco-íris das cores bonitas.
- Escolhe uma.
- o vermelho, da paixão!
Qual escolherias tu?! pergunto.
Ao que me respondes ser te impossível escolher, por ser eu todas as cores visíveis no espectro do teu mundo, baço, opaco, e antes vazio.
Descobres o arco-íris em mim, em dias tempestuosos do meu sol.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
piano

Ressaco o cansaço ao som do piano
embebedo-me das tuas notas.
Travo com o olhar o teu toque nas teclas mais soltas
um ré, um fá, um dó menor até.
Sinto o fibrilhar de um ritmo dentro de mim
ouço pelo janela um saxofone,
abstraio-me um pouco de ti,
mas não te perco. . .
Reacendes-me o som, revejo-te aqui.
Sentado ao piano tocando só para mim.
Tocando em nós.
sábado, fevereiro 23, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
essência
Recupero a essência de mim, a minha libertação… em tardes amenas, numa esplanada qualquer, ao cheiro de um café bem tirado e ao sabor de um cigarro bem fumado. Ao toque da brisa nos meus poros, ao som da música que ecoa em mim e à tinta que se explana na minha escrita. Renasci na essência de mim, na imortalidade de coisas banais mas que sempre tocarão o meu ser.sábado, fevereiro 16, 2008
Noites quentes

Noites de estio em que te procuro na incerteza do toque frio dos teus lençóis de cetim…
Corpos sôfregos e suados que se encontram
na certeza de uma paixão quente,
aquelas paixões de Verão que preenchem
a nossa inanidade perante os amores de outras estações.
Encontrei-te, tu achaste-me…
Reencontramo-nos mais uma vez na paixão abrupta de uma noite fervente,
embalados pela brisa suave que nos invade pela janela entreaberta e ondula o véu do amor.
Noites quentes numa noite de estação qualquer.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Noites frias

Nas noites frias embalo-te o sonho,
seco as tuas lágrimas em meu colo.
Tiro o peso do mundo de ti
passando a mão pela tua cabeça.
Apago todos os teus problemas e desilusões,
por breves instantes abafo os teus gritos de agonia e dor,
e num desabafo afasto-os de ti!
Descansa em mim, serena em meu leito,
deixa-me ser eu a falar por ti só esta noite.
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