quarta-feira, março 11, 2009

Busca descrente

Nasce uma descrença crescente nos olhos vazios de vida.
O culminar da exaustão apoderou-se do oxigénio que percorre o seu corpo.
No pensamento, o constante vazio do futuro incerto.
"não quero mais!" - gritou, num silêncio que ensurdecia os mais crédulos.
Mas não sabia o que não ansiava, e era essa a derrota que se impunha.
Num corpo dormente de certezas,
numa vida sem vida,
o chamamento da ignorância pura era o que mais atormentava os seus dias de claridade e calmaria...
Nesta ansiedade de querer o querer, nada encontra, e não entende o porquê.
Há-de findar esta busca, um dia.
Há-de cessá-la...
Sem nada encontrar.

2 comentários:

Joanne disse...

identifico-me.

Filipa Epifânio disse...

Quando dizemos que vamos parar e desistir, mas continuamos sempre em frente. Fez-me lembrar uma música da Tori:

you say you don't want it again
and again but you don't really mean it
you say you don't want it
this circus we're in
but you don't you don't really mean it you don't really mean it