quinta-feira, agosto 26, 2010

nada

lavei a alma na praia da vida, senti-me mais leve, pouco renovada.
enxuguei-a, estendi-a ao sol (muito quente neste verao)
e não aconteceu nada, nada mudou..
Que raio de banho de nada foi este?!

oh well...

sexta-feira, julho 30, 2010

conta-me histórias

Conta-me histórias do teu mundo sonhador,
do teu sentir apaziguado e inócuo.

Conta-me como é o caminhar por entre a fantasia e o real.
Quero embraçá-lo, chegar onde se é feliz,
sem nada temer ou querer,
só porque se é!

Conta-me histórias do desconhecido distante,
longe da azáfama diária que é viver.

Conta-me histórias do ser e do não ser,
daquilo que eu ainda não vi,
não presenciei, mas que já senti.

Quero sossegar este estado de alma que não me mente.
Conta-me histórias...
[Para que adormeça em ti]

domingo, maio 16, 2010

Apresentação


Memória das Ausências é uma compilação de 20poemas da minha autoria, cada livro custa 13€, a ser vendido na altura.
A apresentação é dia 22 de Maio pelas 19:30 no Crew Hassan, uma cooperativa social situada na Rua das Portas de Santo Antão nº159 1ºandar, por detrás do Hard Rock café.
A seguir à apresentação vai haver espaço a convívio com um Dj de musica ambiente/chill out, e era importante para mim que os meus convidados comparecessem. ;) Obrigado a todos, desde já.

segunda-feira, outubro 12, 2009

meu livro

http://www.corposeditora.com/site/mostra_obra.asp?idcoleccao=6&idobra=531


o meu livro,para quem quiser comprar. =) ou então esperem pela apresentação =)

sexta-feira, setembro 25, 2009

café da avenida

Neste Verão ambivalente de dias quentes e húmidas, e noites secas de ventania, em sua companhia nada perdura.
Relembra Verões passados em nada diferentes.
Na viagem das suas memórias não consegue encontrar um Verão vivido a seu gosto.
Talvez em pequeno, mas esses a memória já não os guarda.
Tenta criar numa tela a imagem perfeita de onde queria esta, mas a sua habilidade para tal já se perdeu, deixou de treinar a arte que mais o encantava e agora já não se revê nela.
Resta-lhe a imagem, pouco nítida, na memória do que sonha. Imagem que se perpetua para alem das recordações que vão esmorecendo perante esta.
Talvez por isso se encontre fatigado.
O rapaz livre e sonhador já não se encontra nele, sente-se velho, velho demais para tentar viver.

[O seu carismático esplendor raramente o visita.]

Se passarmos no café da avenida conseguimos avistá-lo uma esplanada na companhia dos seus dois fiéis cães, com o seu caderno e estojo de desenho fechados, pousados ao lado da chávena de café, e com o olhar no vazio infinito que transpõe o seu olhar.
No café da avenida vemos o velho que nunca deu azo aos seus talentos e deixou a vida escolher-lhe o caminho a seguir.
No café da avenida vemos um rapaz com alma de homem e sonhos de criança.
Qual café de avenida…

sexta-feira, julho 24, 2009

"liberdade para dentro da cabeça"

As noites são inquietas, com as vozes do passado, numa cantilema constante ao ouvido , e sem o sabor natural do presente, aquela que traz a paz e afasta a dor.
Em meu peito não corre qualquer vida, está silenciado na esperança de aprender um novo sussurrar do coração.
Viagens de sonho proporcionada por pedaços de natureza refutados por sociedades que não permitem a liberdade. Símbolos do passado que viraram ícones de quem não quer ser incomodado pela confusão do dia-a-dia que escorre pelas ruas de uma cidade que raramente dorme.
Névoas calmas as que me envolvem a transparência do olhar, num apurar do sentir.
Do meu sentir esfumaçado.

sábado, maio 09, 2009

elevador

Como é possível ainda partilhar tal coração com as suas memórias?

Seguiram passos diferentes, nunca mais cruzaram o olhar.
Amadureceram, mudaram hábitos e traços que os carecterizavam.
O destino ditou o seu reencontro num elevador qualquer.
Ela reconheceu-o, tímida, mantendo o olhar nos seus sapatos gastos e molhados da chuva que se fazia sentir lá fora.
Ele nem reparou nela, ia concentrado na sua música.
O elevador pára, é a vez dela sair, do lado de fora despede-se com um boa tarde e um prazer em ver-te.
A voz não lhe soou estranha, mas a frase sim. Levantou o olhar e quando viu as suas memórias serem levadas reconheceu-a. Ainda pensou em tentar apanhar-lhe o passo, mas lembrou-se que essas recordações estão bem melhores no aconchego de tal coração terno e romântico.

Um dia voltarão a encontrar-se no mesmo elevador. para aceitarem o destino que os teima em unir.