segunda-feira, junho 16, 2008

amadores literários

Desconheces a arte e o enredo do meu dialecto.

A minha linguística não é abrangida pelo teu dicionário,

agora inócuo, abstracto e vulgar.

Há muito que deixámos de falar a mesma língua.

Já não existe universalidade na nossa leitura intemporal e perfeita.

Corrompeste o nosso palavreado sentido

Corrompeste o nosso amor.

Palavras vãs no livro da vida

Páginas soltas em nós.

5 comentários:

Filipa Epifânio disse...

Adoro o 1º e último versos, como se formassem um círculo perfeito, uno e intemporal...

*

ROSA E OLIVIER disse...

Piú giú, in fondo alla Tuscolana...!?...passavo per un saluto!

Joanne disse...

Ja conhecia este texto. Ja sabes a minha opinião sobre ele. A tua imaginação é tão grande que não pára de inventar personagens com problemas de expressão. Se fosse psicologa acho que tinha resposta para isso, mas as artes do espectaculo consideram este, mais um grande poema.

Ana Si disse...

Perfeito!

Nox disse...

A dor está quando, embora aceitando que as páginas estão soltas, ainda se sente o desejo enorme da universalidade do que foi. E quando ainda se espera que as palavras ditas não tenham sido em vão.*